domingo, 8 de janeiro de 2012

Culpa não é arrependimento

Segundo o modelo estrutural proposto por Freud, nossa mente se compõe de 3 partes: o id, o ego e o superego. No id, Freud descreveu os nossos instintos e nossas pulsões (impulsos agressivos e sexuais, fome, sede, sensação de frio e calor etc). Segundo Freud, nossas necessidades biológicas são sobretudo inconscientes, portanto, não levam em conta a realidade, conflitando frequentemente com as exigências da sociedade. Já o ego desenvolve-se a partir do id nos primeiros dias, semanas ou meses após o nascimento, ou seja, quando a criança começa a perceber o mundo exterior e adaptar-se a ele (chorar para chamar atenção de sua mãe, por exemplo). O ego é a parte mais racional, organizadora e sintonizada com o mundo. Por isso, o pensamento racional, o planejamento e a lembrança estão abrigados no ego. Finalmente, a terceira parte desse sistema tripartite é o superego. Ele brota do ego assim que a criança vai incorporando as regras aprendidas com os pais e com a sociedade. Não raro, o superego interfere no funcionamento do ego, pois é uma força poderosa na mente do indivíduo. É o superego que ajuda o indivíduo a se adaptar às leis e regras da sociedade, entretanto, também é o responsável pelo sentimento de culpa, podendo, inclusive, tornar-se a parte mais destrutiva da nossa personalidade.

Entretanto, ser culpado e sentir-se culpado são coisas distintas. Muitas vezes, pode-se não ter a menor idéia de por que o indivíduo se sente tão culpado, pois muitas vezes, as razões são inconscientes. Sentir-se culpado vai além de uma sensação desagradável, posto que há um diálogo interno de crítica e castigo que nos leva a sentir-nos mal conosco mesmos. É por isso que muitas pessoas sentem desconforto quando se sentem melhores de um sofrimento, entretanto, quando estão sofrendo se sentem estranhamente melhor. "Nessas ocasiões, somos obrigados a fazer alguma coisa para mitigar esses sentimentos tão dolorosos ou nos livramos deles: ou tentamos melhorar as coisas ou começamos a culpar outra pessoa. No pior dos casos, a culpa, quando extremada e desprovida de remorso, é literalmente intolerável. Pode, então, levar uma pessoa a buscar punição severa para si mesma ou a se voltar com extraordinária ferocidade contra aqueles que acusa. Em sua manifestação mais extremada, a culpa é capaz de levar ao suicídio." Priscila Roth.

Hammed denomina o superego de "julgador interno": "Esse julgador interno foi formado sobre as bases de conceitos que acumulamos nos tempos passados das vidas incontáveis, também com os pais atuais, com os ensinamentos de professores, com líderes religiosos, com o médico da família, com as autoridades políticas de expressão, com a sociedade enfim. Também de forma sutil e quase inconsciente, no contato com informações, ordens, histórias, superstições, preconceitos e tradições assimilados dos adultos com quem convivemos em longos períodos de nossa vida. Portanto, ele, o julgador interno, nem sempre condiz com a realidade perfeita das coisas."

Hammed nos alerta para a imaturidade de quem se culpa, pois uma vez maduro, o próprio indivíduo tem a independência necessária para julgar seu comportamento, pensamento e emoção, responsabilizando-se pelas consequências de seus atos. Assim, Hammed afirma que o ideal é termos fé no amor de Deus por nós, e uma vez arrependidos agirmos da melhor maneira possível para repararmos nossos atos.

Para nos libertarmos da culpa perniciosa, que não nos ilumina, mas nos coloca como réus de nós mesmos, sugerimos o uso da essência floral PINE, Florais de Bach, a fim de descobrirmos a beleza do aprendizado de nossos atos e abrirmos espaço para o nosso aprendizado e progresso transcendental, nos munindo da força redentora da reparação dos nossos atos, construindo um destino melhor para nós mesmos.

Bibliografia:
1. Renovando Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto - espírito de Hammed - ed. Boa Nova.
2. O Superego - conceitos de psicanálise - vol.5 - Priscila Roth - viver mente&cérebro.

postado em 01/09/2010: www.stum.com.br/silviaholmes

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